Sindicato dos Investigadores afirma que seriam necessários mais 300 policiais |
Desvendar um crime é algo que depende de muitos fatores. O delegado responsável pela investigação de homicídios em São José dos Campos , Neimar Camargo Mendes, explica que uma coisa é essencial para solucionar todos os casos. O fator humano. “O material humano é importante, você valorizar o profissional, valorizar o policial, você acaba motivando e isso se reflete em números”. Se a quantidade de casos solucionados ajuda a combater novos crimes o último balanço aponta para uma falha. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública: em 2010, a Polícia Civil registrou 298 homicídios na região. No ano passado foram 357. Um aumento de 20% no número de assassinatos. E o último concurso para agentes traz ainda uma péssima notícia. Mesmo sendo a região mais violenta do interior do estado de São Paulo, o Vale do Paraíba vai receber o menor número de novos policiais, 36 investigadores e cinco escrivães. “Hoje nós temos em cada delegacia com um, dois escrivães. Para as delegacias funcionarem perfeitamente nós teríamos que ter pelo menos de 30 a 40 escrivães”, afirma o presidente da comissão de segurança pública da OAB, Alexandre de Oliveira Campos. Segundo o Sindicato dos Investigadores, os 41 novos agentes que virão para o Vale do Paraíba não podem ser considerados reforços, eles vão ocupar o lugar de policiais que se aposentaram nos últimos anos. “Somando 2010, 2011 e agora 2012 funcionários da Polícia Civil foram exonerados, pediram exoneração ou estão sendo aposentados. Nós calculamos os últimos anos para cá, mais de 300 policiais civis seriam necessários para cobrir o déficit que hoje existe”, diz o delegado do Sindicato dos Investigadores do estado de São Paulo, Jejerson Cabral. |
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