Cientistas do Inpe, em São José, estudam atividades do sol na Terra |
Muito se fala no fim do mundo em 2012, mas coincidência ou não, nesse ano o sol está em atividade máxima. |
À olho nu, ele parece igual, brilhando no céu, mas em um ano de previsões maias, em que "dizem" que o mundo pode acabar... Uma explosão lá no espaço tem tudo para ser mais preocupante, não? "Ah, acho que é o final dos tempos", diz uma moradora de São José dos Campos. "Acho que por não saber o que é, é que eu fico preocupada", contou outra. 2012 é o ano de atividade máxima do sol. Só em janeiro já foram registradas duas explosões solares. Uma delas chegou a provocar uma tempestade magnética e essas imagens raras puderam ser vistas da Terra, como foi o caso da Aurora Boreal. Mas o que isso quer dizer? Uma tempestade solar acontece quando parte do material do sol acaba saindo da estrela, numa explosão, e viaja pelo espaço até atingir a Terra. Se o campo magnético do nosso planeta sofre alguma interferência, aí acontece a tempestade magnética. Esses eventos no espaço são estudados em 13 países, um deles é o Brasil. E o Centro de Pesquisa fica em São José dos Campos, no Inpe, onde é feito o monitoramento do clima no espaço com boletins diários de previsões. Esses efeitos, que o cientista mencionou, não têm a ver com dias mais quentes. Esse tipo de fenômeno interfere principalmente nas tecnologias do nosso dia a dia. O sistema de localização por GPS pode parar de funcionar. Aviões podem perder comunicação com as torres e as redes de energia podem sofrer sobrecarga. "Em termos energéticos, se ocorre um blecaute, isso pode parar indústria, pode parar economia, pode reduzir empregos, pode causar danos materiais e prejuízos ao país", alertou o cientista. É, esses são alguns dos problemas a que o planeta está vulnerável. Já quanto às previsões maias. “Eu tenho certeza que vários outros povos previram ou não previram a mesma catástrofe que os mais previram e com certeza a nossa estrela vai viver uma vida de 5 bilhões de anos e, com certeza, nós ainda temos muitos ciclos solares para monitorar”, reiterou Clézio. |
Nenhum comentário:
Postar um comentário