Canais - A Realidade Como Ela é |
Escrito por Arvelos Vieira |
Qua, 08 de Fevereiro de 2012 16:00 |
Mulher trabalhar "fora" era um Deus nos acuda; entrar para a política então, nem pensar. Mulher fumante era coisa de prostituta, assim como eram discriminados os artistas, os jogadores de futebol, os poetas e outros que pertenciam ao chamado time dos "vagabundos". O homem fumante, esse não! Era admirado, visto como viril, atraia as mulheres. Sua imagem corroborada ao vício do tabaco o fazia ser visto como a essência do macho, vício esse, hoje reconhecidamente estúpido e imbecil. Mas os incentivos vinham de todos os lados; das telas dos cinemas, protagonizado por grandes astros como Clark Gable, James Dean, Rock Hodson, Steve MacQueen, dentre muitos... ... e também pelas "maravilhosas" publicidades bancadas pela Souza Cruz, associando o cigarro a grandes aventuras e conquistas que enchiam nossos olhos (Marlboro, Hollywood, etc.). E assim os hábitos da sociedade vivem mudando. Alguns, para o bem comum de todos, como a proibição das propagandas dos cigarros, o maior foco de doença do ser humano. Também nos dias atuais o que menos interessa numa mulher é que ela seja "prendada". A mulher conquistou direito a tudo na sociedade, inclusive o mais banal; fumar a vontade quando e onde quiser (desde que o local seja permitido!) o que, particularmente, não vejo com aprovação. Convenhamos; beijar mulher fumante com gosto de coisa "desagradável", torna-se mais "desagradável" ainda, vez que ela perde todo o encanto feminino. Ao contrário do passado, artistas de televisão e jogadores de futebol hoje "vão à forra", desfrutando das atividades mais rentáveis do mercado financeiro do país e porque não dizer do mundo, pois não só se tornaram "galinhas dos ovos de ouro" na arte de ganhar dinheiro, como também fama, glamour e vasto conhecimento, o que, convenhamos, uma DISCREPÂNCIA ABSURDA se comparado as demais profissões normais que exigem anos de estudos, sacrifícios e muitas despesas, para formar os profissionais que fazem esse país funcionar. O que move uma sociedade é então somente a força do trabalho; esporte, sem menosprezar sua importância, nada mais é que lazer. Numa situação inusitada, digamos uma guerra ou catástrofe, o primeiro que para é o esporte. As crianças hoje não podem mais brincar de "bandidos e mocinhos" como fazíamos antigamente, pois armas de brinquedo não existem mais. Elas foram retaliadas devido à contumácia do uso dessas imitações em atividades criminosas. Hoje é terminantemente proibida a fabricação de brinquedos que imitem qualquer tipo de arma. O uso do lança-perfume antes tão inocente hoje se tornou crime protocolado por Lei. A verdade é que tudo muda. Algumas coisas para o bem, outras, para o BEM MAL. Se antes tínhamos uma moça pra "namorar" e outra pra "bagunçar", ou seja; o "couvert" seguido da "refeição" para após às 22 horas, com a evolução dos tempos e a emancipação social e total da mulher, ela se tornou um "self-service" completo, nos oferecendo um amplo cardápio, e com isso permitindo com que a "zona de meretrício" perdesse sua razão de ser, vez que a zona não está mais "lá" ou "ali", mas sim em "todos os lugares" da sociedade, até mesmo nas concentrações religiosas (Não "chiem" para não me obrigar a aprofundar-me no assunto, pois sei de aberrações "abafadas" envolvendo até mesmo overdose de drogas!). Hoje se tornou comum a juventude acordar num motel, depois de uma noitada a que chamam de "rock-roll", composta de bebidas, sexo, drogas e orgia para, aí sim, se conhecerem de verdade - "Quem é você?... Eu sou João, e você?... Eu sou Maria... Ah! Muito prazer!". Assim é a vida e suas mudanças quase sempre para pior. Do jeito que estamos caminhando a passos céleres, podemos dizer que os integrantes da "Sodoma e Gomorra", extintos pela fogueira depois que excederam na putaria (segundo a Bíblia!), se estão assistindo a tudo isso de algum lugar, devem estar "putos" da vida por terem sido penalizados por muito menos, assim como morrendo de inveja da nossa Realidade Como Ela É... |
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Mudanças de hábitos na sociedade
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