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terça-feira, 4 de setembro de 2012

3 em cada 10 assassinatos no Vale têm relação com drogas

O VALE

O delegado  mostra pinos de cocaína que foram apreendidos em S. José. Foto: Warley LeiteO delegado mostra pinos de cocaína que foram apreendidos em S. José. Foto: Warley Leite
Polícia e especialistas defendem penas mais rigorosas para consumidores como solução contra o aumento dos casos
Wilson Silvaston
São José dos Campos
Três em cada dez casos de assassinato registrados este ano no Vale do Paraíba são relacionados ao tráfico de drogas. A constatação faz parte de um levantamento realizado pelo Deinter-1 (]Departamento de Polícia Judiciária do Interior).
De acordo com o balanço, dos 228 casos de homicídios dolosos (com intenção de matar) registrados de janeiro a julho nas delegacias da região, 73 tiveram alguma relação com o tráfico de drogas, o que equivale a 32% dos Boletins de Ocorrência.
O levantamento não indica o número total de mortes. Em cada ocorrência pode haver mais de um assassinato.
A Seccional de Guaratinguetá, que compreende nove municípios, é a campeã de casos relacionados ao tráfico neste ano. Foram 26 homicídios. A seccional de Taubaté segue com 15 ocorrências (veja arte nesta página).
“Nessas duas cidades tivemos conflitos entre quadrilhas rivais de traficantes que acabaram resultando em um salto nas mortes”, afirmou o delegado João Barbosa filho, diretor do Deinter 1.

Negócio de risco. De acordo com o delegado, casos envolvendo o tráfico de drogas geralmente terminam em mortes.
“Você tem várias situações que geram confronto entre esses criminosos. É o antigo traficante que sai da cadeia e quer retomar seus pontos de drogas, tem o outro que quer expandir o território e tenta eliminar os concorrentes, além do viciado que não honrou com a dívida e acaba pagando com a vida”, disse Barbosa.
“Enquanto não houver uma fiscalização mais rígida nas fronteiras e penas mais rigorosas para quem consome, as mortes vão continuar”, afirmou o delegado.

Demanda. Para o especialista em crime organizado da Universidade de São Paulo, Leandro Piquet, a retirada da punição para quem consome a droga também foi um dos agravantes do problema.
“Quando a Justiça define que o usuário não será preso por esse delito, ela incentiva mais que pessoas usem a droga. Isso torna o mercado ainda mais lucrativo e atrai ainda mais traficantes, que vão disputar território.”
Segundo o especialista, diferentemente dos negócios legalizados, onde existe o Estado regulando as transações e a Justiça resolvendo conflitos, com o tráfico de drogas vigora a lei do mais forte.
“Desta forma, a violência acaba sendo o único meio que o traficante tem para garantir que ele continue no poder e que os compromissos sejam honrados”, disse.

Balanço de 2012
Deinter -1
228 ocorrências de homicídio
98 casos esclarecidos
73 casos relacionados ao tráfico de drogas

Taubaté
59 ocorrências de homicídio
24 casos esclarecidos
15 casos relacionados ao tráfico de drogas

Guaratinguetá
48 ocorrências de homicídio
19 casos esclarecidos
26 casos relacionados ao tráfico de drogas

São José dos Campos46 ocorrências de homicídio
27 casos esclarecidos
12 casos relacionados ao tráfico

São Sebastião33 ocorrências de homicídio
13 casos esclarecidos
10 casos relacionados ao tráfico de drogas

Jacareí26 ocorrências de homicídio
6 casos esclarecidos
5 casos relacionados ao tráfico

Cruzeiro
14 ocorrências de homicídio
9 casos esclarecidos
5 casos relacionados ao tráfico

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